sexta-feira, 12 de setembro de 2008

As evasivas respostas do sofrer e do amar...

Doce criatura
Que a noite te esconde,
Caminhas... Não sei por onde
Seu rosto explendido me prende na madrugada
e me torna um amante das noites acordadas
No passado me atormentaste
Com sua doce pele me acariciaste
E hoje, na solidão me deixaste
Ingrata paixão
Daquelas que deixa marcas eternas
no meu humilde e pobre coração...
Ó céus, castigue essa pobre alma
Amarre suas angústias
Leve embora sua felicidade
Para que o amargo arrependimento
Faça sofrer, não deixe tais loucuras na impunidade!
Aqui estou, reduzido a pó
Levado pelo amor ilusório
Sem ser notado, caminho com poucos amigos
Nem mesmo sou amado...
Ingrata solidão
Me acompanha nos dias de sofridão
Me leva o sono, nas mais gostosas noites de luar
E me mostra a importância do verdadeiro AMAR...

sábado, 23 de agosto de 2008

Será O Fim Do Jornal Impresso?

Os avanços tecnológicos vem tomando lugar no mercado mundial com muita força.
Antes para se comunicar ou mandava-se cartas ou então ia-se até a pessoa, um morava longe do outro e a comunicação se fazia difícil.
Hoje os padrões mudaram, temos celulares, computadores moderníssimos e mais uma série de máquinas "quase humanas" que proporcionam essa facilidade no nosso cotidiano.
Claro, tiveram muitos benefícios positivos, porém as consequências também surgiram, um delas, por exemplo, é a informatização digital, ou seja, os jornais de papel estão perdendo cada vez mais força no mercado, será que a população com essa desenfreada transformação tecnológica vai deixar de ler o bom e velho jornal impresso?
Será que o tempo de vida deles está no fim?
Tudo indica que sim, existem até pessoas que estão determinando a data do fim do coitado.
É uma polêmica preocupante, os jornais que muito tempo tiveram espaço e formaram muitas opiniões estarão sendo extintos da nação?
Porém nada se sabe, afinal a ciência é imprevisível.
Não estou criticando o avanço mundial, nem mesmo é correto o fazê-lo, pois o mundo tende, cada vez mais a evoluir, mas também é preciso levantar perguntas, ou melhor, reflexões sobre o outro lado da moeda.
A internet está tomando e com rapidez o espaço dos jornais impressos, pois o meio ambiente também é beneficiado com essa substituição do papel.
Une presse sans Gutenberg, de Jean-François Fogel e Bruno Patiño, lançado no fim do ano passado em Paris, constata que a mídia impressa necessita de uma refundação para responder ao desafio da era da internet, responsável por um jornalismo descentralizado, interativo, aberto e inovador.

"Internet é a mídia onipresente, imaterial. Sua audiência, em vias de rápido crescimento, atinge a dimensão da Terra inteira, mas as massas são disseminadas. Ela é uma mídia sem massa, instantânea, a rede onde cada um se locomove rápido demais, para ser testemunha, ainda que furtiva, de sua própria solidão."

No final da leitura, a última frase do livro ressoa juntamente com a tese principal:

"Internet não é um suporte a mais, é o fim do jornalismo tal qual foi feito até hoje."

Enfim, apesar de tantas mudanças e transformações na sociedade, o mercado na web vai se ampliar e as informações não deixarão de ser passadas a população como devido.

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

A Polêmica Continua

É de praxe ocorrer discussões e debates nos meios jornalísticos sobre os blogs, ferramenta essa que permite aos cidadãos, qualquer um deles, de postarem suas opiniões, críticas e/ou idéias...
A polêmica sempre é a mesma, será que essas ferramentas tecnológicas, avançadas e interativas que o mercado vem lançando, vão tirar ou prejudicar a vida profissional de um jornalista?
Será que os textos bem produzidos, com ética e preocupação vão ser substituidos por "qualquer coisa", escrita por pessoas que não tem a preparação necessária?
Realmente vai dar uma dor de cabeça desgraçada, ou melhor, já vem sendo motivo de preocupação, mas essa interação midiática se faz necessária, pois nos tornamos dependentes desses vícios e se assim não o fizermos ficaremos para traz em questão de mercado e avanços tecnológicos.
Creio que a informação passada com ética e confiabilidade não vai ser deixada de lado, pelo fato das fontes serem maiores, se fosse de extrema importância não existiriam jornalistas por ai fazendo maior sucesso com seus blogs, Ricardo Noblat, por exemplo.
Devemos é nos adptar a esses novos meios de mídia e levar em consideração que o espaço para o mercado de trabalho está se ampliando, o que também nos gera benefícios.
Um bom jornalista, daqueles que faz acontecer, jamais vai perder espaço no mercado ou deve se preocupar com as mudanças, entretanto precisa se adptar a elas.
As questões são muitas, a tecnologia vem substituindo o homem, porém só ele pode manuseá-la...

domingo, 27 de julho de 2008

Quantas vezes você já foi louco em sua vida?

O que é ser louco... Agir diferente dos demais, talvez deixar de se prender no que a sociedade exige como correto, viver conforme suas próprias vontades, ter coragem para chorar quando não se pode, de rir quando estão todos em silêncio, amar a coisas que jamais seriam observadas pelos demais. Observar o mundo de forma livre sem se preocupar com parâmetros.
Pois é, se fugirmos da rotina do acordar cedo, do trabalhar, ganhar uma miséria ou talvez fortunas, porém ir para casa, almoçar em horários marcados e não quando se tem fome, talvez não viver conforme o que a nação nos pede, mas sim de acordo com o que nosso coração exige, seriamos taxados de loucos. “Loucos” são pessoas que vivem da maneira que querem, não são obrigados a almoçar ao meio dia ou ainda ir dormir a noite e durante o dia ter que trabalhar as incansáveis oito horas, por que será que as pessoas vivem copiando umas das outras rotinas insuportáveis, ocultam suas angústias, deixam de lado seus sentimentos, amam a quem é belo, adotaram como padrão de beleza as coisas lights da vida, será que casar-se com pessoas diferentes que talvez estejam de cadeiras de rodas seja loucura, será que transar em público é símbolo de problemas mentais, ou talvez seja uma das vontades ocultas que muitos tem e poucos às colocam em prática porque os “outros” pensariam que você seria louco.
Será que se eu passasse a curtir minhas noites acordadas e durante o dia esquecesse de meus afazeres e dormisse, deixasse de almoçar ao meio dia e passasse a fazê-lo durante minhas madrugadas, seria estranho, ou se ainda largasse minha faculdade para viver em baixo da ponte e experimentar uma vida de mendigo pensariam que estava pirando. Com certeza se mudássemos nossos hábitos e vivêssemos conforme nossa vontade, todos nós, sem escapar ninguém, seriamos internados em sanatórios que tornariam a abrigar centenas de homens e mulheres loucos por si só, que não sabem viver numa sociedade decente e civilizada.
Por que nascer já com as tarefas traçadas, quem disse que preciso estudar até quase morrer pra talvez ter dinheiro, o qual foi designado pelo homem como fonte da felicidade, aliás, o que é a felicidade, quem disse que ser feliz é amar, ou vice-versa.
Quem disse que devemos ser bons ou maus, o que é ser bom, Jesus em suas sábias palavras dizia que não existiam homens bons, nem muito menos ele era bom, apenas um poderia ser considerado como tal, Deus o criador, que também para uns é crença e para outros certeza.
Por que ser gay é “estranho” se existem casais que trocam suas identidades às vezes.
O que diria sua esposa se você se tornasse um homem sensível e educado, que você ta doente, ou que virou gay, quem disse que gays são pessoas sensíveis e educadas, de onde se tirou essa conclusão, por que as mulheres devem ser empregadas domésticas de seus cônjuges, por que não podemos odiar alguém, por que os padres não podem manter relações sexuais se são seres humanos como nós.
Eis as perguntas que todos responderiam: a sociedade nos exige uma postura que deve ser seguida, se agirmos diferente seremos rejeitados, porém quem disse que devemos viver como a sociedade pede e não como nosso coração manda? Será que vale a pena viver nessa sociedade que nos reprimi, nos sufoca e nos torna cada vez mais robôs do mundo e ignorantes para algo a mais?

quarta-feira, 9 de abril de 2008

O Mistério

Cabisbaixo, caminhando pelas ruas movimentadas da cidade para chegar no destino procurado.
Meio sorriso entre os lábios com quem conhecia para não tornar-se desagradável, o semblante cansado e ao mesmo tempo feliz por uma notícia que viera no dia anterior.
Lentamente olhava tudo que se passava ao seu redor, pensava em coisas do mundo, no sobrenatural talvez, lembrou de Deus, veio a conversar com ele em palavras silenciosas que só ambos identificavam.
Abalado aos problemas diários, cansado de lutar por sonhos e metas, as quais pareciam nos dias mais pesados inalcançáveis, resolveu entregar-se ao silêncio e nele tentar esquecer suas rotinas que o inibiam de ser completamente feliz.
Já com seus pensamentos totalmente ocultos na aura de seu inconsciente cai na incerteza do amanhã, ressalta pontos negativos que despertam lentidão e desprazer, trazendo-lhe um pouco de insatisfação com a vida.
Reservou-se no espaço em que guardara para sua solidão, ou melhor, seu quarto, para refletir ainda mais à possíveis mudanças, porém de nada adiantou, apenas caiu em um sono pesado, como uma criança dorme em sua pequena cama, após aquele dia incansável de brincadeiras. Amanhã despontará um novo dia, cujos problemas permanecerão em sua consciência, trazendo gotas de tristeza em seu paladar, no entanto acredito serão passageiras e que darão a base para um futuro próximo mais tranquilo.